sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Parceria Syngenta & John Deere Plantadora PP1102


A GreenSystem traz para o mercado brasileiro um produto inovador para o plantio de cana: Plantadora de Cana GreenSystem, modelo PP1102, a única plantadora desenvolvida para a Tecnologia Plene™. Este novo produto vem para revolucionar o plantio de cana, trazendo agilidade, versatilidade e maior produtividade.


A PP1102 planta duas linhas em todos os espaçamentos simples de 0,9 a 1,5 metros entre linhas e também no espaçamento duplo alternado de 0,9 x 1,5 metros. A capacidade da caixa de mudas e de fertilizante é de aproximadamente 1m3 (1 bag) e de 0,3 m3, respectivamente, suficiente para aumentar o intervalo entre abastecimentos e conseqüentemente aumentar a eficiência do plantio.
  • Capacidade para plantar 1 hectare por hora;
  •  Redução da logística de abastecimento, necessitando de apenas 1,5 toneladas de mudas para plantar 1 hectare;
  •  Versatilidade e facilidade de ajustes;
  •  Precisão na dosagem: sistema dosador possibilita o plantio de 6 a 22 gemas únicas por metro;
  •  Agilidade e rapidez no plantio: reduzido peso e montada no engate dos 3 pontos do trator a PP1102 realiza a operação com mais rapidez e economia de combustível;
  •  Câmeras de monitoramento nos dosadores eliminam a necessidade de um auxiliar na plantadora;
  •  Ajuste do espaçamento entre linhas possibilita o plantio simples e duplo alternado;
  •  Ajuste da largura do sulcador permite obter a melhor configuração do sulco de plantio;
  •  Facilidade de abastecimento de mudas e adubo.

domingo, 20 de novembro de 2011

Cultivo de cana-de-açúcar resfria o clima



Boa notícia para o etanol. Uma pesquisa feita por cientistas do Departamento de Ecologia Global da Carnegie Institution, nos Estados Unidos, concluiu que a cana-de-açúcar ajuda a esfriar o clima.
O estudo aponta que o esfriamento do clima local se deve à queda da temperatura no ar em torno das plantas à medida que essas liberam água e à reflexão da luz solar de volta ao espaço.
trabalho, liderado por Scott Loarie, procurou quantificar os efeitos diretos no clima da expansão da cana-de-açúcar em áreas de outras culturas ou de pecuária no Cerrado brasileiro.
Transpiração das plantas
Foram utilizadas centenas de imagens feitas por satélites que cobriram uma área de quase 2 milhões de metros quadrados.
Os cientistas mediram temperatura, refletividade e evapotranspiração, a perda de água do solo por evaporação e a perda de água da planta por transpiração.
"Verificamos que a mudança da vegetação natural para plantações e pastos resulta no aquecimento local porque as novas culturas liberam menos água. Mas a cana-de-açúcar é mais refletiva e também libera mais água, de forma parecida com a da vegetação natural", disse Loarie.
"Trata-se de um benefício duplo para o clima: usar cana-de-açúcar para mover veículos reduz as emissões de carbono, enquanto o cultivo da planta faz cair a temperatura local", destacou.
Destruição do Cerrado
Os cientistas calcularam que a "conversão" da vegetação natural do Cerrado para a implantação de culturas agrícolas ou de pecuária resultou em aquecimento médio de 1,55º C.
A troca subsequente para a cana-de-açúcar levou a uma queda na temperatura do ar local de 0,93º C.
Os autores do estudo enfatizam que os efeitos benéficos são relacionados ao plantio de cana em áreas anteriormente ocupadas por outras culturas agrícolas ou por pastos, e não em áreas convertidas da vegetação natural.



Bagaço de cana-de-açúcar vira matéria-prima para fibrocimento

Felipe Maeda Camargo - Agência USP - 06/12/2010
Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) os resíduos da indústria sucroalcooleira - fibra do bagaço de cana-de-açúcar e as cinzas resultantes da queima do bagaço em caldeiras - estão sendo aproveitados na produção de fibrocimento, material de construção usado na fabricação de produtos como telhas, caixa d'água e divisórias.
O método consiste em substituir alguns dos componentes que formam o fibrocimento pela fibra do bagaço da cana e pelas cinzas.
Segundo o pesquisador Ronaldo Soares Teixeira, autor do trabalho, a intenção foi buscar uma nova forma de aproveitar esses resíduos, normalmente descartados pela indústria sucroalcooleira.
"Eles normalmente são subaproveitados. Parte do bagaço é queimada em caldeiras, tornando-se cinzas; o bagaço até tem outros empregos, como nas rações para animais, mas a maior parte é descartada", comenta o pesquisador. Ele estima que, de cada tonelada de cana-de-açúcar processada, 260 quilos são transformados em bagaço.
Fibrocimento alternativo
Normalmente, o fibrocimento é composto por cimento, sílica ativa, água, polpa celulósica como reforço secundário e fibra sintética, como PVA e PP (tipos de plástico).
O estudo de Teixeira utilizou a fibra do bagaço de cana como um reforço na produção de fibrocimento, enquanto as cinzas substituíram 30% do cimento em massa.
"A cinza apresenta grande concentração de sílica, que tem comportamento de cimento pozolânico. A cinza, em contato com a água e em conjunto com cal hidratada, forma um composto aglomerante, ou seja, ela endurece", explica Teixeira.
Após vários testes, o pesquisador comprovou que o fibrocimento produzido com resíduos sucroalcooleiros é viável e apresentou resistência similar ao material produzido nas indústrias. O fibrocimento da pesquisa passou por dois processos de cura (endurecimento).
Com isso, o pesquisador testou a resistência do material sob condições de calor e umidade, simulando exposição a sol e chuva. "A fibra passou por tratamento químico (à base de silicato de sódio e sulfato de alumínio) com a intenção de diminuir a absorção de água e assim diminuir a degradação da fibra".
Extrusão
Para criar o fibrocimento, o pesquisador utilizou um processo chamado extrusão, método alternativo para a produção do material cimentício. Teixeira explica que a máquina, chamada extrusora, contém uma rosca sem fim dividida em três câmaras: mistura pressão negativa e compressão. Na extremidade da rosca, encontra-se a boquilha, que promove a compactação final da mistura e forma a geometria do produto.
O método de extrusão para criar o fibrocimento é inédito no Brasil.
"Quando se coloca a mistura dos componentes do fibrocimento na extrusora, a rosca sem fim faz a massa fluir sob pressão crescente através das câmaras, forçando-a sair no formato que se desejar, formando o fibrocimento", detalha.
O pesquisador diz que o método foi usado somente para fins acadêmicos, sem pensar em sua adequação para as indústrias, num primeiro momento. "A extrusora normalmente é utilizada na indústria de cerâmica. Na pesquisa, ela foi adaptada para produzir fibrocimento", acrescenta.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fluxograma do Processo Álcool e Açúcar


Plástico de cana-de-açúcar no Brasil

Lourenço Canuto - Agência Brasil - 23/04/2009

Uma empresa brasileira vai produzir anualmente 200 mil toneladas de matéria-prima para a produção de plásticos a partir da cana-de-açúcar. Chamado de plástico verde, o material tem origem 100% renovável e contribui para absorver mais gás carbônico da atmosfera do que emite ao longo do seu ciclo de vida.
Plástico verde
A iniciativa é da empresa petroquímica Braskem que vai lançar ainda hoje (22) em Triunfo, no Rio Grande do Sul, a pedra fundamental do Projeto Verde da Braskem, planta industrial da fábrica cujas obras vão gerar 1.500 empregos.
A unidade deverá estar concluída no final do próximo ano e consumirá investimentos de R$ 500 milhões. Segundo o responsável pela comercialização de polímeros verdes da Braskem, Luiz Nitschke, essa será a primeira operação em escala comercial no mundo da produção de polietileno verde a partir de matéria-prima totalmente renovável.
Plástico alternativo
Nitschke informou que a produção será destinada ao mercado do produto alternativo, que consome em todo o mundo 70 milhões de toneladas de polietileno por ano. O consumo de plásticos provenientes de todas as origens chega a 200 milhões de toneladas ao ano, de acordo com ele.
Inicialmente será usada cana proveniente de São Paulo, mas o projeto vai estimular também a exploração da cultura no estado. O zoneamento agrícola da cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul foi divulgado na semana passada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Polietileno verde
O polietileno verde vai ser produzido a partir de uma resina sintetizada do etanol e permitirá a fabricação de tanques de combustível para veículos, filmes para fraldas descartáveis, recipientes para iogurtes, leite, xampu, detergentes.
O polietileno é fornecido à indústria em forma de bolinhas que são então transformadas nas embalagens ou em peças para diversas finalidades, como para a indústria de brinquedos.
Nitschke afirma que usar álcool para produzir polietileno não vai provocar impacto na produção de açúcar ou de combustível, tendo em vista a potencialidade do Brasil nessa área. O país, conforme destacou o executivo, produz 500 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por ano e praticamente metade vai para a industrialização do etanol e os 50% restante, para a produção do açúcar.
O polietileno verde substitui a matéria-prima proveniente de reservas fósseis oferecendo um produto de fonte renovável e que fixa o gás carbônico com a síntese da resina obtida para a produção do polietileno.